O horror do abuso ou o abuso do horror? O caldo da cana é metáfora de secreções profanas na aridez ética da Terra Brasilis. Claudio Assis aborda a sevícia tupiniquim com deslumbramento adolescente em “Baixio das Bestas” (2006), mas nem a beleza plástica livra o autor e as personagens da cretinice moral. A fala “Traz a manteiga que hoje eu tô comendo é cu” ganha reverberação multifacetada em mais uma pungente interpretação de Nachtergaele, ao passo que a nudez massacrada das atrizes reinventa o conceito da masturbação misógina.
Julho 30, 2007
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