Buarque (Agora Era Fatal)

Julho 30, 2007

O Hospedeiro

Arquivado em: cinema — buarque @ 11:47 pm

O bagre como metáfora da voracidade latente de todos nós. O devoramento randômico como signo do avanço inexorável de uma biotecnologia genética e, por que não?, anti-ética sobre o demasiado humano. Para fazer frente a tanta espetacularização hiper-real, nosso anti-herói, epítome de uma Coréia do pós-guerra ocidentalizada e oxigenada, precisa resgatar primeiramente a sua própria ferocidade, num processo pungente de desconstrução do sujeito e de seus referenciais, em pleno Hades cloacal. A partir daí, e com o resgate de um sentimento de uma tribalidade até então sublimada, tão bem representada pelo uso do arco e flecha autóctones, é que se inicia a reação. Contra o aldeído, a aldeia.

Sem comentários ainda »

Nenhum comentário ainda.

Feed RSS dos comentários deste post URI do TrackBack

Deixe um comentário

Blog no WordPress.com.