(de Rhonda Byrne, Ediouro, 198 pg., R$ 39,90)
Muito já se debateu sobre o livro “O Segredo”, de Rhonda Byrne. A mídia, ávida mídia, primeiro colocou a obra sobre um palco, depois no banco dos réus e agora no leprosário. Nas rodas intelectualóides, ao menos, a suposta inteligentzia galhofa do fenômeno editorial, considerado o mais recente capítulo da Grande História do Charlatanismo. Mas será mesmo?
“O Segredo” é um caleidoscópio, um espelho quebrado de depoimentos e teorias. Que, no entanto, ganha foco sob o prisma pós-moderno. Se Byrne (australiana, audiovisual, autora) e sua Lei da Atração dizem que tudo possível, então nada posso. Se é real o sonho, não me assanho. Se o agora é utopia, não topo. Reside aí a ilusão de ótica do best-seller: recorrer à auto-ajuda é socorrer a si mesmo, e o resto que se forre.
O que eu mais gosto é sua concisão.
Muito auto-ajuda quem não se auto-atrapalha. Li certa vez essa frase e concordei de imediato com o segredo da questão.
Comentário por Patrícia — Agosto 9, 2007 @ 9:43 pm
Tão conciso, que nem interage com quem comenta.
Comentário por La Carmencita — Agosto 10, 2007 @ 10:28 am
RORSCHACH
Induzido pela a indigência indigna da insígnia Insana, enceto o acinte: em suma, assuma e assome; se escapa ao escopo, se culpe. Vide como a vida, comovida, convida ao coma. Assassino a sina, mas não assino.
Comentário por A*** — Agosto 11, 2007 @ 10:56 pm
Por que pararam com o site? Eu gostava tanto!
Comentário por ferrão — Abril 25, 2008 @ 4:28 pm