(de Rhonda Byrne, Ediouro, 198 pg., R$ 39,90)
Muito já se debateu sobre o livro “O Segredo”, de Rhonda Byrne. A mídia, ávida mídia, primeiro colocou a obra sobre um palco, depois no banco dos réus e agora no leprosário. Nas rodas intelectualóides, ao menos, a suposta inteligentzia galhofa do fenômeno editorial, considerado o mais recente capítulo da Grande História do Charlatanismo. Mas será mesmo?
“O Segredo” é um caleidoscópio, um espelho quebrado de depoimentos e teorias. Que, no entanto, ganha foco sob o prisma pós-moderno. Se Byrne (australiana, audiovisual, autora) e sua Lei da Atração dizem que tudo possível, então nada posso. Se é real o sonho, não me assanho. Se o agora é utopia, não topo. Reside aí a ilusão de ótica do best-seller: recorrer à auto-ajuda é socorrer a si mesmo, e o resto que se forre.